A importância do profissional contábil no novo cenário brasileiro

image001É triste que, mesmo hoje, na segunda década do século XXI, ainda existam brasileiros que vêem a Contabilidade como sinônimo de burocracia e papelada. Apesar de termos sido uma das profissões que mais se desenvolveram nos últimos anos, uma grande parte da nossa sociedade ainda percebe os contabilistas como “obrigações acessórias ambulantes”, responsáveis única e exclusivamente pelo recolhimento de guias e preenchimento de declarações.

Obviamente, a preocupação com o atendimento à legislação fiscal e tributária é uma função importante e que ocupa boa parte do nosso tempo, mas seria no mínimo leviano dizer que a função do profissional da contabilidade se restringe a isso.

Para que uma economia se desenvolva é fundamental a constituição de empresas sólidas, que consigam gerar empregos, pagar tributos e movimentar a renda. Para que essas entidades tornem-se fortes o suficiente para sobreviver em um mercado altamente competitivo, elas precisam de informações de qualidade para que possam tomar decisões de forma inteligente e o contabilista é, sem dúvidas, o profissional mais qualificado para suprir essa necessidade.

Através de uma contabilidade gerencial bem feita é possível obter informações de caráter econômico e financeiro importantíssimas para que os gestores possam tomar decisões acertadas e confiáveis. O grande problema é que a maioria das pessoas sequer conhece essas informações e quando as conhecem não têm a menor ideia do que fazer com elas.

Ainda que as grandes empresas, em sua maioria, já possuam departamentos de contabilidade gerencial e controladoria bem estruturados, a grande maioria dos nossos empresários, representados pelas micro, pequenas e médias empresas, desconhecem quase que por completo o poder que as ferramentas contábeis possuem para ajudá-los na gestão de seus negócios.

Apesar de ser contra a legislação comercial e as normas do Conselho Federal de Contabilidade (CFC),que prevêem contabilidade completa para todos os tipos de entidades, ainda é comum encontrarmos empresas optantes pelo Simples Nacional que nunca elaboraram sequer um Balanço Patrimonial ou uma Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) .

Nesse sentido, o principal desafio está na busca por essa mudança de paradigma, fazendo com que as pessoas enxerguem o contabilista não mais como um simples “guarda-livros”, que cuida apenas da área fiscal e burocrática das empresas, mas sim como um profissional completo, que assessore as entidades de maneira abrangente, não somente no setor fiscal e de departamento pessoal, mas também produzindo informações relevantes para a gestão e contribuindo para o desenvolvimento dos empreendimentos.

A sociedade é composta por várias entidades, dentre empresas, instituições, organizações e diversas outras. Cada entidade tem o seu papel e exerce uma função específica para o desenvolvimento social. Dessa forma, ao contribuir para o desenvolvimento daquela entidade para a qual trabalha, o contabilista estará também contribuindo para uma parcela do desenvolvimento econômico-social como um todo.

Vivemos em um período de grandes transformações para a nossa profissão, com o processo de harmonização das normas contábeis locais para os padrões internacionais (tanto na área privada quanto no setor público), com a implantação do SPED, e-Social e outras novidades que colocaram a contabilidade em evidência no mercado.

Esses acontecimentos, aliados ao cenário econômico frágil que o Brasil tem apresentado recentemente nos dá oportunidade de contribuir ainda mais para que as nossas empresas vençam as dificuldades e prosperem.

Devemos aproveitar esse momento para mostrar nosso valor à sociedade, sair do casulo e mostrar ao Brasil como podemos contribuir para o desenvolvimento de nossas organizações e para o avanço da nossa economia. O nosso país precisa de bons profissionais da contabilidade e é nosso dever suprir essa demanda.

Fonte: Contábeis